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ATENÇÃO FARMACÊUTICA AO PACIENTE COM HIV/AIDS

 

Autor: Daniele Maria Knupp de Souza, Danielle Aparecida Guimarães, Felipe Villela Gomes e Lúcio Guedes Barra

Instituição: Faculdade de Farmácia e Bioquímica / Universidade Federal de Juiz de Fora

UF: MG

Email: felipefarm@msn.com

Categoria: Adesão

 

Resumo

   Estima-se que 600 mil brasileiros vivam com

HIV/Aids. Desses, apenas 161 mil soropositivos

notificados estão em tratamento com medicamentos

anti-retrovirais fornecidos pelo SUS. A Aids continua

sem cura, mais, desde 1996, os coquetéis de

medicamentos anti-retrovirais aumentaram em quase

12 vezes, em média, a sobrevida de pacientes que

recebem o tratamento. Mas, para que tais estatísticas

continuem satisfatórias, é necessário uma equipe

multiprofissional bem estruturada, incluindo o

farmacêutico capaz de orientar o paciente com HIV/Aids

em relação às possíveis interações medicamentosas e

efeitos adversos advindos do uso de anti-retrovirais e,

como conseqüência, uma boa adesão ao tratamento.

Assim, o presente trabalho tem como objetivo

desenvolver atividades visando o aumento da

aquiescência ao tratamento por conscientização através

de adequada atenção farmacêutica aos pacientes

atendidos pelo Hospital Universitário (HU) da UFJF.

Essas atividades serão realizadas por um grupo de

acadêmicos de Farmácia/UFJF por meio de um

questionário buscando-se identificar o perfil do

paciente, efeitos colaterais mais freqüentes, possíveis

interações medicamentosas e, ainda, dificuldades em

relação à aderência ao tratamento visando um

detalhamento minucioso e constante sobre o

tratamento. Como resultados, espera-se a adesão como

atividade conjunta, na qual o paciente não apenas

obedeça às orientações médicas e  à equipe

multiprofissional, mas entenda, concorde e siga a

prescrição. Essa garantia de boa resposta também exige

que  pacientes tenham acesso aos serviços e aos

profissionais de saúde, de modo a sanar dúvidas,

solicitar orientação especial em situações diferenciadas

e manter o tratamento da melhor forma possível. Essas

medidas certamente trarão benefícios aos pacientes

atendidos pelo HU, na medida em que, a melhoria da

qualidade do atendimento certamente terá reflexos nas

demais atividades da assistência farmacêutica.

Concluindo, ressalta-se ainda a importância desse tipo

de estratégia de avaliação, enquanto metodologia

testada e validada, que permite o monitoramento para a

melhoria contínua da qualidade da assistência

farmacêutica.