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Pesquisa
Projetos de Pesquisa

(Re)Pensando a sexualidade e suas singularidades: desafios e possibilidades no contexto escolar de Cajazeiras -PB

COORDENADOR: TATIANA CRISTINA VASCONCELOS     Currículo Lattes

PERÍODO: 2007 - 2009

SITUAÇÃO: Encerrado

NATUREZA: ESTUDOS E PESQUISAS

POPULAÇÃO ALVO: Crianças e Adolescentes

OBJETIVOS: Avaliar sob a ótica dos professores de Escolas Públicas do ensino fundamental e médio da cidade de Cajazeiras - PB, a representação social da sexualidade e como é percebida a responsabilidade/ envolvimento da Escola na prevenção da violência sexual e da infecção pelas DST e pelo HIV.

RESUMO: 1. Elaboração de relatório analítico contemplando as modalidades com as quais vem sendo tratada a diversidade sexual nas escolas investigadas, entre os professores e seus alunos, e a visão passada para as crianças e os adolescentes em relação à população de gays e outros HSH, lésbicas, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros; 2. Descrever as políticas que vêm sendo adotadas em escolas públicas em relação à prevenção da violência sexual e da infecção pelas DST e pelo HIV; 3. Disponibilizar informações à Rede de Ensino Público local com vistas a subsidiar a formulação de políticas estratégicas que venham efetivamente contemplar a temática no processo pedagógico; 3. Contribuir com os gestores no planejamento e organização de propostas para implementação de ações; 4. Contribuir para a formação de recursos humanos (graduação, especialização, pós-graduação strictu sensu - mestrado) para o desenvolvimento de pesquisas operacionais/ epidemiológicas voltadas para as ações de prevenção da violência sexual e da infecção pelas DST/HIV no ensino fundamental e médio. 7. Aumentar a visibilidade regional, nacional e internacional da produção científica sobre a avaliação organizacional e de desempenho das instituições de ensino público, relativas às ações de prevenção da violência sexual e da infecção pelas DST/HIV.

METODOLOGIA: Para o alcance dos objetivos propostos optou-se pela metodologia das Representações Sociais, que para Minayo (2006, p. 219) é "a reprodução de uma percepção anterior da realidade ou do conteúdo do pensamento"; Moscovici (1978) afirma que é definida como conhecimentos do senso comum, estando diretamente relacionada à maneira como as pessoas interpretam ou traduzem os conhecimentos socialmente familiarizados, processo esse ativo, uma vez que as pessoas incorporam as informações de acordo com os seus próprios referenciais, ou seja, com os meios e recursos que possuem. Jodelet (1988) refere que as Representações Sociais (RS) são construídas pelas pessoas como forma de dominação, compreensão e explicação dos fatos e idéias que preenchem suas vidas, dando significado à realidade cotidiana. Relata ainda que no processo das RS exista a formação da ancoragem e da objetivação, caracterizando a ancoragem como o sistema de pensamento social preexistente conferindo sentido à representação e por objetivação entende que seja a concretização do que é distante - abstrato. As RS segundo Cardoso (2005p. 152) possuem propriedades que as caracterizam como: "socialmente elaboradas e compartilhadas"; possuem uma "função prática de organizar e estruturar o meio circundante" e "distinguem um grupo" conferindo-lhes um senso de identidade, conforme vão construindo a realidade comum a uma determinada fração social. Possuem três dimensões do ponto de vista formal: o "conteúdo da informação", ou seja, o seu grau associado com o objeto social; o "campo da representação", como sendo, as imagens que esta origina nos modelos sociais e a "atitude" que conduz um grupo em relação ao objeto da própria RS, sendo este o de dar um significado para o que é estranho e novo. Para alcance do primeiro ao terceiro objetivos será utilizado o Grupo Focal (GF) como técnica de investigação. Segundo Westphal, (1992); Kitzinger, (2000), grupo focal é definido como forma de entrevista baseado na comunicação e na interação entre os participantes permitindo apreender a dinâmica social por atitudes, opiniões e motivações expressas em interações grupais e explorar as necessidades do grupo. Rodrigues (1988) relata ser o Grupo Focal (GF) uma forma ágil e prática de entrar em contato com a população que se deseja investigar. Para Gomes e Barbosa (1999) GF caracteriza-se como um espaço de debate informal onde obtem-se informações de cunho qualitativo em profundidade. Cruz Neto et al (2001, p.9) define GF como "uma técnica de Pesquisa na qual o Pesquisador reúne, num mesmo local e durante um certo período, uma determinada quantidade de pessoas que fazem parte do público-alvo de suas investigações, tendo como objetivo coletar, a partir do diálogo e do debate com e entre eles, informações acerca de um tema específico" De acordo com o autor supra citado, a principal característica é que nessa técnica trabalha-se com a reflexão expressa por meio da fala dos participantes, podendo os mesmos emitirem suas opiniões, concepções e impressões sobre determinado assunto. As situações mais propícias para à aplicação da técnica de GF são aquelas em que os objetivos do estudo, para serem alcançados, seja necessário levantamento por meio de discussões, das impressões, visões e concepções de seu público alvo em relação ao mundo. Os grupos devem ser pequenos, homogêneos constituídos de quatro a doze participantes. A abordagem deve ser planejada de forma que se obtenham informações relativas a um tema específico. Deve-se desenvolver mediante um guia de perguntas que vão do geral ao específico, sob a coordenação de um moderador capaz de conseguir a participação e o ponto coletivo e individual. Para o alcance do quarto objetivo, elegeu-se a entrevista como instrumento de coleta de dados. A escolha da entrevista foi devida ao fato de fornecer informações mais profundas sobre a realidade, evidenciando valores e opiniões dos atores sociais envolvidos com o tema. Segundo Minayo (1994, p. 109-110), a entrevista "é um instrumento privilegiado de coleta de informações, é a possibilidade da fala ser reveladora de condições estruturais, de sistemas de valores, normas e símbolos e ao mesmo tempo ter a magia de transmitir através de um porta voz, as representações de um grupo determinado em condições históricas, sócio-econômicas e culturais específicas". Deste modo, decidiu-se utilizar a entrevista semi-estruturada, por permitir ao entrevistador discorrer sobre o tema sem condições pré-fixadas e, ao entrevistado, alcançar a liberdade e espontaneidade durante a investigação. Para Triviños (1990, p.146), a "entrevista semi-estruturada parte de questionamentos básicos, apoiados em teorias e hipóteses, relacionados ao problema a ser investigado, oferecendo, em seguida, grande campo de interrogativas, fruto de novas hipóteses que vão surgindo à medida que se recebem as respostas dos informantes". O entrevistado passa a participar da elaboração do conteúdo da pesquisa à medida que expõe sua linha de pensamento e suas experiências, de acordo com o enfoque colocado pelo pesquisador. A entrevista seguirá um roteiro de perguntas visando apreender o ponto de vista dos atores chaves (Diretor Regional de Ensino, Secretário Municipal de Ensino e Diretores das unidades escolares) sobre o tema em questão. Minayo (1994, p.99) aponta que o roteiro torna-se um "instrumento orientador de uma conversa com finalidade, facilitando a abertura, ampliando e aprofundando a comunicação". Para a execução do trabalho de campo algumas medidas devem ser adotadas previamente, tais como: - Obter permissões oficiais ou oficiosas para a realização da pesquisa; - Selecionar e capacitar uma equipe para o trabalho de campo; - Listar e preparar todos os suprimentos, equipamentos e instrumentos que serão necessários; - Elaborar uma agenda, um roteiro de atividades, fazendo contatos prévios, marcando as visitas, entrevistas e outros que se fizerem necessários. Grupo focal: Será conduzido por profissionais preparados, com a presença de um facilitador e dois relatores. O facilitador iniciará com uma breve apresentação, explanação dos objetivos, justificando o uso de gravadores e sigilo das informações. O Consentimento Livre e Esclarecido será lido e explicado o seu significado ético (Apêndice A). Será utilizado inicialmente um recurso mobilizador, seguido de debate, guiado por roteiro elaborado previamente focalizando aspectos relacionados aos objetivos do estudo. Para realização do GF serão previamente definidos local e horários em concordância com a direção das instituições de ensino. O local é de suma importância devendo ser considerados aspectos como conforto, silêncio, sem interferência de outros e de fácil acesso a todos (Cruz Neto et al, 2001). Esgotadas todas as questões norteadoras previstas, o facilitador deverá pedir aos participantes que façam breves comentários sobre o que acharam da dinâmica e mencionem pontos não abordados que julguem importantes. Após essa etapa serão feitos os agradecimentos e o facilitador enfatizará a importância de cada opinião e comprometer-se-á a informá-los futuramente sobre os resultados da pesquisa. Entrevista: No início de cada entrevista será explicitado o objetivo da pesquisa, com a finalidade de buscar maior aproximação entre entrevistador-informante, porque "o começo da entrevista é marcado por incertezas originadas tanto no espírito do informante como do pesquisador" (TRIVIÑOS, 1990, p.149). Após as devidas explicações, cada entrevistado receberá informações sobre o destino dos dados colhidos, garantindo o sigilo na utilização dos mesmos. Uma vez obtida a concordância dos profissionais em participar do trabalho, será solicitado o preenchimento de um instrumento (Apêndice B), firmando-se o Consentimento Livre e Esclarecido. As entrevistas serão gravadas, após aquiescência dos entrevistados. De maneira geral, a entrevista abordará questões relacionadas à gestão, expansão e manutenção das ações de orientação sexual, prevenção da violência sexual e da infecção pelas DST/ e pelo HIV. Para análise dos dados obtidos por meio da técnica de grupo focal e entrevista semi-estruturada, serão adotados procedimentos de elaboração das estruturas de análise qualitativa. O foco será centrado nas falas dos atores por se considerar ser o material mais nobre da investigação avaliativa. Optou-se por seguir os passos preconizados por Minayo (2006, p.303), quando faz a discussão da análise de conteúdo proposta por Bardin, que a define como "um conjunto de técnicas de análise de comunicação visando obter, por procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens, indicadores (quantitativos ou não) que permitam a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção/recepção destas mensagens". Operacionalmente, será utilizada a técnica de análise de conteúdo, modalidade temática. Segundo Minayo (2006, p.316-18), este tipo de análise se desdobra em três etapas básicas. Na primeira etapa, que constituiu a fase de organização sistemática da pesquisa, foi realizado o levantamento bibliográfico, a fim de buscar experiências relacionadas ao tema. A partir de então, elaborou-se o projeto de investigação com definição do objeto, objetivo e metodologia a ser adotada. A segunda etapa constituirá da transcrição das entrevistas e organização dos dados, através da leitura exaustiva das mesmas para, em seguida, num processo de aprofundamento horizontal e vertical, destacando-se as unidades de registro e a temática em relevo que irá se conformando, pela recorrência dos dados. Em seguida, serão articulados entre as falas conteúdos convergentes, divergentes e que se repetem, recortando os extratos das falas, em cada um dos núcleos de sentido identificados. Esta conformação permitirá eleger as principais Unidades Temáticas contidas no conjunto de falas. Na terceira etapa será realizada a análise propriamente dita dos dados, o tratamento dos resultados, a inferência e interpretação, permitindo validar as informações obtidas nas fases anteriores.

DADOS FINANCEIROS

PRODUÇÃO CIENTÍFICA

Resultado: Resumo de Congresso Nacional
Referência: ALMEIDA, S. A.; NOGUEIRA, J. A.; VASCONCELOS, T. C.; LACERDA, S. N. B.; GOLDFARB, A. A escola como agente no combate às DST/Aids. In: VII Congresso Brasileiro de Prevenção das DST e Aids. Florianópolis - SC, 2008 (Resumo).

Resultado: Resumo de Congresso Nacional
Referência: VASCONCELOS, T. C.; ALMEIDA, S. A.; NOGUEIRA, J. A.; LACERDA, S. N. B.; GOLDFARB, A.; SANTOS, J. Prevenção das doenças sexualmente transmissíveis: Propostas de professoras do ensino fundamental. In: VII Congresso da SBDST e III Congresso Brasileiro de Aids. Goiânia, 2008. (CD-ROM de Resumos)

Resultado: Resumo de Congresso Internacional
Referência: ALMEIDA, S. A.; NOGUEIRA, J. A.; VASCONCELOS, T. C.; LACERDA, S. N. B.; GOLDFARB, A.; MUNIZ, N. N. A escola como agente formador no combate às DST/Aids. In: II Congresso da Comunidade dos países de língua portuguesa sobre DST/Aids. Rio de Janeiro, 2008. (Resumo)

Resultado: Resumo de Congresso Nacional
Referência: ALMEIDA, S. A. Participação no I Simpósio de Direitos Humanos e Diversidade Sexual: no dia 11 de dezembro de 2008 na mesa II com temática, Homofobia, formação docente e cotidiano escolar. Salvador, BA, 2008.

Resultado: Relatório de Pesquisa
Referência: VASCONCELOS, Tatiana Cristina. . Re)Pensando a sexualidade e suas singularidades: desafios e possibilidades no contexto escolar de Cajazeiras -PB. Relatório Final Pesquisa 2008.

Resultado: Resumo de Congresso Nacional
Referência: ALMEIDA, S.A; NOGUEIRA, J.A.; VASCONCELOS, T.C.; SOUZA, G.M.; OLIVEIRA,T.; ALBUQUERQUE, J.R.L.; SILVA, C.D. Diversidade sexual no contexto escolar: percepção e atitudes dos educadores. In: IX Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva. 2009, Recife. (apresentação oral)

Resultado: Resumo de Congresso Nacional
Referência: ALMEIDA, S.A; NOGUEIRA, J.A.; VASCONCELOS, T.C.; LUCENA, I. G.; RIBEIRO, B.F.; SANTANA, E.G.; SILVA, F.M.P.; FERREIRA, S.M.; SANTOS, T.F. A sexualidade no contexto escolar: desafios e possibilidades. In: IX Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva. 2009, Recife. ( pôster)

Resultado: Resumo de Congresso Nacional
Referência: ALMEIDA, S.A; NOGUEIRA, J.A.; VASCONCELOS, T.C.; SILVA, C.D.; OLIVEIRA,T.; ALBUQUERQUE, J.R.L.; SOUZA, G.M.; SNATOS, T.F.; LUCENA, I.G. Orientação sexual no cenário escolar: fato ou anseio? In: IX Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva. 2009, Recife. (pôster)

Resultado: Dissertação de Mestrado
Referência: ALMEIDA, S.A. Orientação sexual nas escolas: seria possível se não incomodasse? 2009. Dissertação [mestrado em Enfermagem e Saúde] - Universidade Federal da Paraíba.


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