Atenção Básica: solução para o acesso universal à prevenção?

A rede de Atenção Básica (AB), estando mais próxima das pessoas, é considerada essencial para a prevenção de doenças e para a promoção da saúde. Sendo assim, de que forma a AB contribui para o acesso universal à prevenção das DST/aids? Quais estratégias favorecem essa ação? Quais os avanços já alcançados? Como avançar mais na prevenção?

Mensagem de Boas vindas
Sejam bem-vindos (as) a esta sala de discussão! Somos uma equipe de moderadores à disposição para trocar idéias, incentivar e moderar nossos debates. Sou o moderador 1 e estaremos juntos! E então vamos começar?

Em alguns municípios brasileiros, serviços de atenção básica promovem teatro de cordel, distribuição de preservativos em bailes funks, feiras de saúde nas unidades aos sábados, ou seja, realizam atividades educativas fora das unidades e/ou do horário regular do atendimento. E você o que pensa: ações como estas são papel da atenção básica?

SERVIÇOS DE REFERENCIA E A ATENÇÃO BÁSICA

Cara amiga Jacqueline Voltorini,
Quando me refiro aos Serviços de Referencia do Programa DST/Aids é porque considero-os atualizados com relação a abordagem da politica de prevenção e controle das DST. Aqui no nosso município de São Luís, o CTA recebeu o título de CTA Capacitador após a avaliação do seu desempenho pelo PNDST/AIDS. E, nada acontece por acaso. Devemos ressaltar o grande investimento que é feito pelo Programa Nacional nos serviços de referencia dos municipios e o seu grau de resposta. Com essa visão concebemos que estes Serviços estão preparados para difundir a politica junto Atenção Básica. São eles que lidam no cotidiano com as várias abordagem de aconselhamento pré e pós testes e outros. Por outro lado reconhecemos que o contexto da atenção básica é amplo e diante dessa amplitude devemos estabelecer parcerias, formar multiplicadores enfim descentralizar as ações do CTA, porém mantendo-o como referencia da politica de DST.
Estamos no momento investindo na atenção básica através de estratégias objetivas onde há participação dos gestores da UBS e sua equipe técnica juntamente com equipe do Programa Municipal na perspectiva de que cada USB assuma seu papel de executor da Politica de Saude de DST dentro do seu território. Para tanto definimos como suporte a rede laboratorial, assistencia farmaceutica, disponibilização do preservativos além da participação das ONGS (HSH, Lesbicas, Travestis, Profissionais do Sexo) para acionar os segmentos populacionais nessas áreas conforme a identiificação pela UBS.
São estes os nossos caminhos.
Rita Furtado

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Rita Furtado

prevenção na AB

Aqui no CTA Diadema, SP, para cada ação itinerante de prevenção que realizamos convidamos a atenção básica para estar junto. Isso é tb uma forma de aproximar a UBS de uma escola, de uma OSC, do CDP, núcleos habitacionais, casas de prostituição, etc. Para essas atividades a receptividade é boa, mas quando se refere a institucionalizar as ações de prevenção na rede básica, a coisa se complica. É um trabalho árduo ainda a ser realizado.
Quanto à distribuição de preservativos nas unidades, estamos desburocratizando esse processo, mas as barreiras ainda existem, principalmente as culturais. Estamos longe de deixar disponível os preservativos em qualquer lugar da UBS e enfrentar a fila da farmácia para pegá-los ainda é complicado para uma boa parte da população.
Abraços a tod@s

Eduacação em Saúde

Faço parte da Monitoramento em Educação em saúde da Regional de Imperatriz. Por isso quero resaltar a importância da educação na prevenção, e educação e informação ainda é o melhor remédio, mais no meu ponto de vista, os gestores não dão muita importância aos Nùcleos Municipais de Saúde, é preciso melhor investimento em pessoal capacitado para educação em Saúde.

Investimento em capacitação

Olá pessoal! A Maria Emilia reforça parte do nosso debate: a importância da educação e da informação para a prevenção. Nos fala sobre investimento em pessoal capacitado. E então, quais seriam os investimentos necessários para qualificar, ampliar e fortalecer a prevenção no âmbito da Atenção Básica? Quais seriam as sugestões?

Atenção Básica espaço para prevenção

Estrategicamente a Atenção Básica representa o maior espaço para que seja implementada a politica de prevenção das DST. O discurso sobre a matéria existe mas é necessário que os profissionais imcorporem na sua prática cotidiana o repasse de informações sobre esses agravos, utilizando o dialogo,aconselhamento,atividades ludicas, enfim uma série de recursos acessíveis para que aconteça a prevenção. O que se observa é a fragilidade do trabalho, faltando mais consistência. As equipes por sua vez alegam que fazem porém lembram que tem os outros agravos que são trabalhados com as populações.
A pergunta é como fazer a consolidação desse trabalho na atenção básica? por que não trabalhar as populações de acordo com a faixa etária? Jovens, mulherers, homens, casais, terceira idade e assim sucessivamente. É preciso que conheçam o perfil da população da área trabalhada, valores culturais, etc. Acredito que seja necessário envolver as Universidades, tendo a adesão de estagiários comprometidos. Ao mesmo tempo estaremos formando consciencia critica sobre as realidades nos futuros profissionais.
Sabemos que as equipes dos serviços de referencia (CTA, SAE,ADT) estão preparados para o trabalho e a eles recai a responsabilidade de fortalecer a atenção básica.

Prevenção às DST/Aids na Atenção Básica

Olá Rita
Acho muito importante o que você coloca sobre o trabalho da prevenção na Atenção Básica e gostaria de acrescentar que, para que as ações de prevenção às DST/Aids sejam incorporadas pela At.Básica,é preciso que os gestores municipais percebam essa necessidade, assim a rede de serviços poderá ser estruturada para dar resposta a essa demanda tão necessária neste momento da epidemia. A rede de atenção primária é espaço privilegiado para o trabalho de prevenção porém é preciso que construamos um espaço de intersecção entre os Programas de Aids e a Atenção Básica. Espaço este que pode ser o local de planejamento de ações conjuntas construindo saberes que favorecerão a qualidade das ações já desenvolvidas por estas unidades e permitirão avançar em novas tecnologias.

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Ivone de Paula

Atenção Básica

Muito interessante o que disse a Rita, o fato de que para que as pessoas se previnam e tenham consciência do porque que devem se previnir, deve ser estudado o perfil de cada idade, e qual idade que mais vai precisar de informação e prevenção, para que seja feito campanhas da melhor maneira possível para que essas pessoas passem a entender de verdade a importância de se previnirem. Para haver essa melhora, devem ser procurados pessoas que realmente tenha capacidade de chamar a população e alerta-los quanto ao vírus.

As pessoas precisam entender as informações.

Eu concordo com a Rita, as pessoas deveriam estudar uma forma de chamar mais atenção da população, e assim tentar levar as informações da melhor forma possível de acordo com o perfil estudado.Mais certamente para que isso aconteça precisaríamos que as pessoas tenham o interesse, que vão a busca dessas informação,não adianta só passa a informação,recisamos fazer com que as pessoas compreendam da melhor forma possível, para que assim possam se prevenir e se cuidar.

Fortalecer a atenção básica

Cara Rita.
Discordo com sua colocação que os serviços de referencia (CTA, SAE, ADT) fortalecem a atenção básica. Não vejo de que forma isso acontece. Estes sim, em minha opinião, são serviços de referencia e foram criados para isso, fortalecer a atenção básica é um serviço muito mais amplo do que os realizados pelo SAE, CTA e ADT. Para fortalecer a atenção básica, precisamos dar condições de trabalho para os profissionais, ofertar quelificação nas mais diversas áreas de prevenção, promoção e atenção a saúde, garantir um rede de apoio principalmente a de diagnóstico. Este serviços realizam o diagnóstico, aconselhamento, etc....mas e o acompanhamento dos pacientes que faz é a tenção básica. Ela sabe ou deveria saber se os pacientes estão fazendo adesão ao tratamento, se os pacientes estão fazendo uso do preservativo e muito mais. Acho que devemos ampliar o nosso leque de ações integradas, pois assim consolidaremos não só a atenção básica mas também o SUS.

Jacqueline

Planejamento baseado na comunidade

Olá pessoal! A Rita nos coloca a importância de conhecer o perfil das populações nas comunidades de atuação da atenção básica, para que o trabalho de prevenção seja realizada a partir da cultura e dos modos de vida das diferentes populações. Seria interessante discutirmos como é planejado o trabalho de prevenção na AB. Comentem suas experiências. O que pode ser feito para consolidar as açoes de prevenção na Atencão Básica?

Planejamento de ações na Atenção Básica

O Programa Estadual de DST/Aids de São Paulo tem por estratégia a descentralização das ações de prevenção às DST/Aids para a rede Básica. A metodologia de trabalho utilizada consiste na articulação com os municípios do Estado com o objetivo de refletir sobre o processo de trabalho nas unidades básicas, para potencializar as ações de prevenção nos vários momentos do atendimento. Num primeiro momento é realizado um diagnóstico das ações que estão ou não sendo realizadas através de um questionário e a partir daí, os nós criticos são identificados e as soluções são previstas, piorizadas. Esse trabalho permite que Estado e Municípios trabalhem juntos para o objetivo comum de conter a epidemia de Aids. Permite também a integração entre as áreas de Saúde da Mulher e da Criança,DST/Aids, Vigilâncias visando a integralidade e a melhoria do atendimento.

Planejamento na Atenção Primária

O conhecimento e o vínculo criado entre as equipes da Atenção Primária e a população adscrita é de fundamental importancia dentro das questões de planejamento das ações tanto de assistência quanto de promoção e prevenção dos agravos, somente quando temos um real diagnóstico da situação de saúde da população a qual estamos com a responsabilidade de intervir é que conseguimos planejar e propor ações que realmente impactem positivamente nos indicadores de saúde. Nesse sentido concordo com a Rita e nas questões relacionadas a prevenção do HIV AIDS, conhecer a cultura os movimentos sociais, as lideranças e principalmente a dinâmica da comunidade é de fundamental importância para o sucesso das ações empregadas.

Atenção Básica

Olá Pessoal! Penso que um passo importante para consolidar a atenção básica é inserirmos o movimento social no processo. Ele é o maior provocador de mudanças! Vamos implantar conselho de saude nos bairros e localidades. Um fator que também concordo com a Rita é que a equipe deve conhecer a sua área adstrita e também os principais indicadores dela. Por isso precisamos gerar e encaminhar relatório dos principais sistemas de informação SINAN, SIM e SINASC. Assim, vamos subsidiar o planejamento e as intervenções de saúde das equipes.

Jacqueline

Atenção Básica e promoção de saúde

Oi pessoal, acredito que prevenção e promoção de saúde podem e devem ser trabalhadas na atenção básica.

A questão é que as equipes mínimas ainda são em maioria somente formadas por profissionais das áreas médicas (médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem) e acredito que para auxiliar nos projetos mais amplos de promoção à saúde seria muito interessante se outros profissionais como psicólogos e assitentes sociais por exemplo, pudessem fazer parte desta composição.

A promoção de saúde precisa acontecer através da mudança do paradigma biomédido para o biopsicossocial, onde o foco deixa de ser a doença e passa a ser os comportamentos de sáude da população. Essa mudança de paradigma não é fácil, uma vez que o paradigma biomédico está bastante enraizado em nossas práticas, mais difícil se torna se as equipes forem formadas por profissionais com formação para o cuidado de saúde mais voltadas para o curativo que o preventivo.

Para os psicologos esta mudança também não é natural, visto que também têm suas formações mais voltadas para o modelo hegemônico citado, com ênfase no indíviduo. Porém acredito que seja mais produtivo trabalhar nesta mudança com uma equipe multiprofissional.

Atualmente, os psicólogos fazem parte do apoio as equipes de saude da família e dos NASF, este trabalho é importante, mas não é o suficiente. Estes profissionais podem contribuir muito mais na saúde pública se forem inseridos nas ESF.

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Andréia Isabel Giacomozzi
Psicóloga Vigilância Epidemiológica SMS Florianópolis

Prevenção e ESF

Então colegas
Entendo a preocupação da Andréia, aliás ela muito pertinente no cenário de formação de profissionais para o SUS que temos atualemnte.
Porém, não podemos esquecer que os agentes de saúde, figuras importantes nos PSFs são ótimos multiplicadores de informação, além de conhecer bem as populações com as quais trabalham.
Além disso o trabalho da atenção básica é ligado diretamente com as comunidades de abrangência e isso permite que os profissionais trabalhem em parceria com centros comunitários, igrejas, escolas e demais espaços de convivência. O trabalho dos profissionais pode ser fomentar as lideranças populares, entendendo que a prevenção não está apenas na distribuição da camisinha não acham?
Aliás, falando em camisinha concordo com alguns comentários anteriores...é super importante trabalhar a questão da distribuição de camisinhas na AB, é uma vergonha algumas formas de controle de distribuição que vemos acontecer na ponta.

Equipe Interdisciplinar e prevenção

Olá pessoal! A Andreía traz a discussão sobre promoção da saúde e atenção básica, sobre mudança nos modelos de intervenção e sobre a importância da interação entre os diferentes saberes para construção de uma prática mais integral, que em grande medida é de fundamental importância para a prevenção. E vocês o que pensam?

AB ou Atenção Primária

Dei um lida nos textos sobre a importancia da AB/P, e digo que concordo plenamente com as colocaçôes onde se refere aos serviços de referencias, concordo que as vezes falta uma melhor organização desse serviço... Até porque fica facil cobrar resolutividade da ponta, porém temos que buscar é resolver o problema do nosso usuário, independente de ser na AB ou na Referencia, é claro que questões de maior complexidade devem assim ser tratadas.
Acredito ainda que com relação a Sifilis congenita, temos muito o que caminhar para melhorar os indicadores, assim como melhorar nosso sistema de vigilancia deste agravo...
E é nesse aspecto que acho o papel da AB fundamental, nesse processo. Principalmente no tocante ao Pré-Natal.

atenção primaria e prevenção

Bom dia pessoal

Realmente é urgente a discussão acerca da disponibilização do preservativo na atenção primária. Ainda é muito timida essa distribuição. Ocorre que, como profissional que atende na atenção primaria, observo que simplesmente disponibilizar o preservativo pode nao ser suficiente para que as pessoas realmente o utilizem. Ainda defendo a necessidade de um trabalho educativo com as pessoas. Existe resistencia ao uso do preservativo que precisa ser trabalhada.

No que diz respeito as populaçoes mais vulneraveis, essas nao se encontram realmente sendo assistidas na atenção primaria. Fizemos um trabalho de pesquisa com HSH aqui em Fortaleza, que sera publicado na revista "aids patient care and std" que mostrou que no geral os HSH não se sentem a vontade para procurar a atenção primaria. Como que isso poderia ser revertido? Que estratégias poderiam ser adotadas na atenção primaria para incluir essas populaçoes mais vulneraveis?
Maria Alix Leite Araujo

camisinha com livre acesso!

Oi, eu discordo que tenha que ter ação educativa pra todo mundo que busca preservativo. Os preservativos tem que estar disponíveis na porta dos serviços, na sala de espera, em qualquer lugar que os usuários possam retirar sem passar por atendimento, consulta, grupo. Acredito que quem vai à unidade de saúde rpa tirar preservativo, já está sensibilizado para a prevenção. O trabalho educativo mais importante é rpa quem ainda não vai buscar preservativo no serviço.

Eu aposto na sensibilidade e

Eu aposto na sensibilidade e habilidade do profissional em perceber se o momento pede uma intervenção educativa ou não. Enquanto trabalhadora de uma unidade básica de saúde, que também é centro de referência em hiv e aids no Disitro Federal percebo que durante o acolhimento é possível estabelecer o vínculo para a pessoa demonstrar se necessita de alguma ajuda ou orientação quanto ao uso do preservativo. Também defendo a idéia de que o preservativo deve estar o mais disponível possível (no consultorio onde atendo deixo sempre uma caxa aberta disponível para pessoa pegar a quantidade que quiser), mas já percebi várias situações onde se eu não tivesse feito aquela pergunta a pessoa não teria tirado a dúvida que tinha. Acho que é isso, não dá para ter uma forma única de fazer, precisamos estar sempre atentos às necessidades das pessoas que buscam os serviços.

sensibilizaçao

Como a Adelyany, acho importante deixar disponivel os preservativos no consultorio, pois nao e acessivel para todo mundo. E a maneira como e la faz(deixar a caixa e cada um pegar a quantia q quiser) deixa a pessoa mais a vontade e sem constrangimentos

CONCORDO COM VOCÊ, MARIANA.

CONCORDO COM VOCÊ, MARIANA. EM NOVEMBRO DE 2007 ESTIVE NA ÁFRICA, MAIS ESPECIFICAMENTE EM ANGOLA, EM ALGUNS TRABALHOS PREVENTIVOS PARA FUNCIONÁRIOS DE EMPRESAS E TIVE A GRATA SURPRESA DE VER EM ALGUNS DEPARTAMENTOS DE ALGUMAS DELAS UMA CAIXA DE MADEIRA AFIXADA À PAREDE, COM PRESERVATIVOS DISPONIBILIZADOS PARA O PESSOAL E ESCRITO EM INGLÊS E PORTUGUÊS: "PRESERVATIVOS- RETIRE O QUE PRECISAR." ACHO QUE PODEMOS APRENDER COM ELES - José Júlio de Andrade Fonseca - Belo Horizonte.

Populações mais vulneráveis e prevenção

Olá pessoal! A Maria Alix traz uma fundamental para nós e poderíamos seguir discutindo: o acesso a preservativos e o trabalho realizado com as populações de maior prevalência ou consideradas mais vulneráveis, como os gays e/ou HSH como menciona Alix. E então: quais são as experiências, as fragilidades, as potencialidades do trabalho dirigido as prositutas, homossexuais masculinos e femininos, as travestis nos serviços de atenção básica? Comentem suas experiências, citem exemplos e iremos discutir mais e mais...esta certamente é uma questão chave para a prevenção no Brasil.

Não podemos esquecer que a

Não podemos esquecer que a Atenção Primária é a porta de entrada de todo usuário SUS.Não digo que a responsabilidade das ações de prevenção das DSTs/AIDS, sejam exclusivmente da AP,mas,que é através dela que se iniciam as ações de prevenção e promoção à saude em todo o sistema SUS.Com uma rede primária bem organizada aos poucos se organizam tambem as referências.As unidades especializadas precisam existir, mas ,os encaminhamentos devem ser estabelecidos através de protocolos e fluxos.Temos um CENTRO DE ACONSELHAMENTO E TESTAGEM EM BERTIOGA,e a nossa experiência tem nos orientado para descentralização de nossas ações de prevenção para a Rede Básica.É nos bairros,nos grupos sociais ,nas escolas ,na nossa clientela da UBS ,que iremos encontrar nosso público alvo.

ACESSO AO PRESERVATIVO

Olá pessoal, o acesso ao preservativo nos serviços de Atenção Básica é questão central para a prevenção. Como é o acesso ao preservativo em sua unidade? Os grupos específicos tem facilidade no acesso aos prservativos, tais como gays, prostitutas, jovens? Conte um pouco mais de suas experiências como profissionais e usuários!?

Acesso aos preservativos

Na Atenção Basica o enfermeiro e medico nunca tem tempo para essas ações e ainda há preconceito por parte de algumas pessoas da equipe, sem contar na ausencia de um formulário de incrição para o indivíduo ter sua inscrição e enquaramento em um população alvo, cujo é funamental , mas as CE/DST/AIDS não estimula para ser criado. Você tem algum modelo de inscrição do usuário de preservativo?

Informações sobre acesso a preservativos

Olá pessoal! A Maria nos pergunta sobre modelos de inscrição de usuários para o acessos ao preservativo na Atenção Básica. Informamos que o PN DST/Aids publicou Nota Técnica na página do PN DST/Aids; seção Novidades do Site - que trata deste tema. A orientação é ampliar e facilitar o acesso dos usuários aos preservativos. Este é um tema muito importante para a prevenção e devemos todos nos familiarizar com estes mecanismos. Vamos debater um pouco mais as dificuldades e avanços do acesso aos preservativos na Atenção Básica?

acesso preservativos

Oi pessoal feliz pascoa a todos\as. A respeito do acesso ao preservativo penso que ainda é um grande nó nas unidades pq em que pese o MS esta comprando muito preservativo ele nao chega ao usuário . Parece-me que se coloca uma burocracia , soclicitando dados pessoais, documentos , etc. Penso que se deveria colocar condom nas unidades assim como se coloca os folders sem limites.. E te-lo em varios locais, na sala de espera, na emergencia, e sempre com a informacao de que em caso de duvida procurar a sala tal....
PENSO QUE NOS TRABALHADORES DA SAUDE AO PROCEDER ASSIM ESTAMOS ATRAPALHANDO AO INVES DE CONTRIBUINDO PARA A PREVENCAO E PRA SAUDE DOS CIDADAOS QUE PROCURAM O SUS!

Esta cada vez mais difícil o acesso aos preservativos

Realmente o acesso aos preservativos esta muito restrito,a poucos lugares públicos aonde haja preservativos a serem distribuídos as pessoas.Portanto eu concordo com a Ana Maria,os preservativos tinha que estar disponíveis em todos os lugares,assim estaríamos evitando com que as pessoas tenham que passar por um certo constrangimento,nem todo mundo vai a uma farmácia ou a um posto de saúde.

acesso ao preservativo masculino

Concordo plenamente com você Ana Maria, nós trabalhadores da Saúde temos que facilitar o acesso ao preservativo,nada de burocracias ou barreiras para a disponibilização. Este é o principal insumo de prevenção e é importante que esteja disponível e de várias formas.
Porém tomemos cuidado com generalizações, não nos esqueçamos que se o usuário for iniciar o uso é imprescíndivel que receba as orientações do uso correto, pois só assim, estará realmente se prevenindo. É importante que as unidades básicas reconheçam o potencial que o preservativo representa para a prevenção das DST/Aids, e organizar-se para não ter desabastecimento. É preciso que almoxarifado e unidades básicas trabalhem integrados para evitar que o insumo falte das unidades.

prevenção de DST e atenção primária

Entao pessoal. Primeiro gostaria de desejar a cada um de voces uma feliz semana santa. Que voces estejam em paz.

Segundo, dizer que estou gostando das discussões e sobre o papel da atenção básica na prevenção e assistência as pessoas com DST/HIv/Aids. Na verdade é uma troca de idéias interessante.

Essa questão da prevenção e assistência as DST/HIV/Aids ainda é desafiadora para os profissionais da atenção primária, uma vez que realmente requer uma postura diferenciada dos profissionais no que diz respeito as demandas específicas vivenciadas pelos usuários.

E inquestionável a necessidade de investimentos dos governos para que essas ações se concretizem, especialmente em se falando da capacitação dos profissionais e dos recursos necessarios. Ocorre que não temos um processo de capacitação desse profissionais, que enfrentam uma série de desafios para trabalhar com essa demanda.
Os profissionais do CTA (quando da implantação) receberam capacitações pelo próprio MS, o que contribuiu consideravelmente para uma ação diferenciada por parte desses profissionais.
Maria Alix Leite Araújo
Fortaleza - Ce

Formação Continuada e Conjunta!

Aqui em Florianópolis, estamos tentando fazer funcionar a parceria entre as secretarias municipais de saúde e de educação. Entre 2006 e 2008, conseguimos incluir na programação de formação continuada dos educadores da rede municipal cursos abertos também aos profissionais da saúde, promovendo o planejamento, a execução e o relato de ações conjuntas (escola + centro de saúde) junto a uma determinada população.

A parceria construída envolvia, além do Departamento de Educação Fundamental, o Núcleo de Tecnologia Educacional. Dessa forma, procuramos incrementar o uso das salas informatizadas que existem em todas as escolas e em alguns Centros de Educação Complementar, onde as crianças e jovens desenvolvem atividades no contra-turno. Trabalhamos com a construção de blogs e tentamos realizar uma parte das atividades através de fóruns de discussão, de chats e de um site especialmente construído para alojar os recursos que desejávamos disponibilizar (textos, legislação, sugestões de atividades, etc.).

Avaliamos que, entre as dificuldades encontradas, duas foram determinantes: (1) a parceria estava baseada principalmente no compromisso pessoal dos profissionais envolvidos; (2) os impedimentos técnico-operacionais relativos ao acesso ao computar e à internet — incluindo salas precárias e falta de familiaridade e experiência por parte não só dos educadores mas também de quem estava planejando as atividades (nós) — ainda são bastante significativos.

Agora, em face da organização do PSE e do SPE no município, penso que poderíamos incluir as ações de formação continuada e conjunta dos profissionais da saúde e da educação como prioridade, de forma a dar continuidade ao trabalho já realizado.

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MCristina
Vigilância Epidemiológica - Florianópolis, SC

integração de varios atores

Legal o assunto da Cristina, acho que se tratarmos o HIV/Aids apenas no campo da saude estaremos num processo continuo sem grandes mudanças neste quadro, a OSC ajudou e muito para conquista do Brail ser considerado modelo na epidemia da aids, mas o momento pede reflexão para novas formas de prevenção, na minha opinião a integração de varios conselhos como Conselhos de Assistencia Social, Conselhos de Educação, Conselhos Tutelares, Conselhos de Segurança, Conselhos de Direitos Humanos e demais Conselhos existentes deveriam interagir conjuntamente, pois a prevenção segundaria para portadores e necessaria, mas a prevenção primaria se não houver o comprometimento de varios atores continuaremos atuando apenas em entregas de preservativos, iecs mas sera que o HIV passa apenas pela saude ou de mudanças de outras esferas e não jogando apenas que hiv/aids como problema apenas da saude, se houver uma discução mais ampla em todas as esferas falando a mesma linguagem talvez consigamos algumas mudanças de comportamento e a população em geral se sensebilize quanro a esta epidemia que passa por todas as populações

Para previnir o vírus da

Para previnir o vírus da HIV/Aids, de uma forma que realmente possamos diminuir esse problema, ou até mesmo acabar com ele, é necessário acima de tudo orgãos especializados agirem em conjunto para que os resultados sejam mais satisfatório e eficaz.
Um problema que acontece as vezes com parte da população, é o fato de sempre acharem que nunca irão contrair o vírus, e é aí que orgãos especializados devem entrar e conscientizar as pessoas que todos correm o risco de contrair o vírus se não houver o uso do preservativo.

Parcerias baseadas em compromissos individuais?

Olá Cristina e demais participantes da sala! esta é uma experiência muito interessante a ser destacada e combina em grande medida com a proposta do nosso Fórum Virtual. Na medida em que debatemos, ouvimos uns aos outros, vamos nos qualificando e aprendendo mais. Um das dificuldades apontadas por Cristina é o fato de que as parcerias estavam baseadas em compromissios individuais dos profissionais envolvidos. Esta é uma dificuldade muitas vezes mencionada em nossa sala. O que fazer para superar estas dificuldades? Que recomendações poderíamos gerar?

integração

Acho legal o assunto da Cristina, acho que se tratarmos o HIV/Aids apenas no campo da saude estaremos num processo continuo sem grandes mudanças neste quadro, a OSC ajudou e muito para conquista do Brail ser considerado modelo na epidemia da aids, mas o momento pede reflexão para novas formas de prevenção, na minha opinião a integração de varios conselhos como Conselhos de Assistencia Social, Conselhos de Educação, Conselhos Tutelares, Conselhos de Segurança, Conselhos de Direitos Humanos e demais Conselhos existentes deveriam interagir conjuntamente, pois a prevenção segundaria para portadores e necessaria, mas a prevenção primaria se não houver o comprometimento de varios atores continuaremos atuando apenas em entregas de preservativos, iecs mas sera que o HIV passa apenas pela saude ou de mudanças de outras esferas e não jogando apenas que hiv/aids como problema apenas da saude, se houver uma discução mais ampla em todas as esferas falando a mesma linguagem talvez consigamos algumas mudanças de comportamento e a população em geral se sensebilize quanro a esta epidemia que passa por todas as populações

integração da sociedade e de varios atores na prevenção

Concordo com a Cristina, acho que se tratarmos o HIV/Aids apenas no campo da saude estaremos num processo continuo sem grandes mudanças neste quadro, a OSC ajudou e muito para conquista do Brail ser considerado modelo na epidemia da aids, mas o momento pede reflexão para novas formas de prevenção, na minha opinião a integração de varios conselhos como Conselhos de Assistencia Social, Conselhos de Educação, Conselhos Tutelares, Conselhos de Segurança, Conselhos de Direitos Humanos e demais Conselhos existentes deveriam interagir conjuntamente, pois a prevenção segundaria para portadores e necessaria, mas a prevenção primaria se não houver o comprometimento de varios atores continuaremos atuando apenas em entregas de preservativos, iecs mas sera que o HIV passa apenas pela saude ou de mudanças de outras esferas e não jogando apenas que hiv/aids como problema apenas da saude, se houver uma discução mais ampla em todas as esferas falando a mesma linguagem talvez consigamos algumas mudanças de comportamento e a população em geral se sensebilize quanro a esta epidemia que passa por todas as populações.

integração da sociedade e de varios atores na prevenção

Concordo com a Cristina, acho que se tratarmos o HIV/Aids apenas no campo da saude estaremos num processo continuo sem grandes mudanças neste quadro, a OSC ajudou e muito para conquista do Brail ser considerado modelo na epidemia da aids, mas o momento pede reflexão para novas formas de prevenção, na minha opinião a integração de varios conselhos como Conselhos de Assistencia Social, Conselhos de Educação, Conselhos Tutelares, Conselhos de Segurança, Conselhos de Direitos Humanos e demais Conselhos existentes deveriam interagir conjuntamente, pois a prevenção segundaria para portadores e necessaria, mas a prevenção primaria se não houver o comprometimento de varios atores continuaremos atuando apenas em entregas de preservativos, iecs mas sera que o HIV passa apenas pela saude ou de mudanças de outras esferas e não jogando apenas que hiv/aids como problema apenas da saude, se houver uma discução mais ampla em todas as esferas falando a mesma linguagem talvez consigamos algumas mudanças de comportamento e a população em geral se sensebilize quanro a esta epidemia que passa por todas as populações.

integração da sociedade e de varios atores na prevenção

Concordo com a Cristina, acho que se tratarmos o HIV/Aids apenas no campo da saude estaremos num processo continuo sem grandes mudanças neste quadro, a OSC ajudou e muito para conquista do Brail ser considerado modelo na epidemia da aids, mas o momento pede reflexão para novas formas de prevenção, na minha opinião a integração de varios conselhos como Conselhos de Assistencia Social, Conselhos de Educação, Conselhos Tutelares, Conselhos de Segurança, Conselhos de Direitos Humanos e demais Conselhos existentes deveriam interagir conjuntamente, pois a prevenção segundaria para portadores e necessaria, mas a prevenção primaria se não houver o comprometimento de varios atores continuaremos atuando apenas em entregas de preservativos, iecs mas sera que o HIV passa apenas pela saude ou de mudanças de outras esferas e não jogando apenas que hiv/aids como problema apenas da saude, se houver uma discução mais ampla em todas as esferas falando a mesma linguagem talvez consigamos algumas mudanças de comportamento e a população em geral se sensebilize quanro a esta epidemia que passa por todas as populações.

Parcerias

Bom Dia!
Parabens Cristina pelo seu trabalho. Essas dificuldades realmente é a realidade de quase todos.
Penso que o primeiro passo quando queremos realizar ações como essa e buscar integração dos gestores (educação e saúde),se somente nós tecnicos, ficar lutando sem apoio deles, teremos muitas dificuldades.Vivemos dia a dia lutando para mostrar nossas intenções.

acesso à população

É notório a importância das atividades extra-muros pelas equipes da atenção básica, porém não está sendo o bastante; é preciso que o profissional de saúde, acredito eu, entenda mais o que significa acesso à prevenção: faz-se necessário o conhecimento maior das DST/HIV/AIDS, saber referenciar o usuário, conhecer mais de fato as formas de prevenção. Eu avanço na prevenção a partir do momento que eu facilito (crio referências e contra-referências), discuto, conheço a minha rede, levo estes assuntos às instâncias possíveis de debate...aí eu já estou promovendo a saúde....conversaremos mais

capilarizando

Os serviços especializados cumpriram importante papel na prevenção, embora não tenham a capilaridade necessária. A atenção básica, pode contribuir para que as informações básicas, insumos de prevenção e o diagnóstico precoce do HIV e diagnóstico da sífilis, estejam ao alcance de uma grande parcela da população de forma mais permanente. O caminho se faz ao caminhar. Temos a expectativa de fazer a prevenção da forma mais qualificada possivel e isso significa estar atentos as singularidades dos sujeitos (entre os quais se incluem profissionais de saúde, agentes comunitários e as pessoas atendidas pelos serviços) nas suas vivencias da sexualidade e/ou no uso de drogas, criar mecanismos de participação comunitária em diferentes espaços onde as pessoas estão, trabalham, estudam, se divertem, além da necessidade de um bom planejamento para que a rede vá se apropriando das tecnologias necessárias. Na vida real, fazer e elaborar são processos que vão sendo construídos na experiência concreta dos serviços. Superar estigmas e preconceitos é um aprendizado constante.

Acesso ao preservativo

Olá pessoal! Como nos mostra Grauna em seu comentário, torna-se necessário "capilarizar" a prevenção e a AB é estratégia fundamental neste processo. Uma das questões centrais é o acesso ao preservativo, como meio de garantir o insumo necessário e desta forma o acesso universal a prevenção como preconizado. Sendo assim, como está o acesso à camisinha nos serviços de Atenção Básica? É flexível e ampliado a todos? Como é organizado o acesso ao preservativo no serviço? Avanços, retrocessos!? As dificuldades da própria gestão e sobrecarga, comentada por demais participantes, interferem neste processo?

acesso ao preservativo masculino

Olá,
Acredito que precisamos avançar um pouco mais com relação ao trabalho realizado com os preservativos nas unidades básicas. Normalmente o preservativo é visto como os outros insumos, " DISTRIBUO E PRONTO", não existe uma reflexão sobre o que este insumo representa e por conta disso perde-se oportunidades de se fazer prevenção. É preciso enxergá-lo,quero dizer, pensar ações inovadoras para introdução do uso, disponibilização, informações sobre, etc. É comum ao sugerirmos que se coloquem caixinhas,cestinhas com preservativos em alguns lugares das unidades, ouvirmos a seguinte frase - " isso não dá certo pois o primeiro que chegar vai levar tudo". Mas ao perguntar se alguma experiência a respeito foi feita, a resposta é não. O que pode-se observar também é o não oferecimento a determinadas populações, por que se acredita que elas não precisam, os idosos por exemplo. Estes são apenas alguns exemplos de questões que devem ser melhor discutidas dentro das unidades básicas de saúde para que possamos melhorar o acesso ao preservativo.

Atençao primária e prevenção das DST/Aids

A AP pode desempenhar papel importante na prevenção, como já o faz no pré-natal. Os estudos e evidências disponíveis mostram porém que a rede de AP (inclusive a do PSF) tem deficiências estruturais e, sobretudo, funcionais e de qualidade. Parte destas deficiências exigem muito mais investimento do quê o que tem sido realizado pelso vários níveis do governo. Dentro da gama de investimentos necessários o invetimento na qualificaçao tecnológica é fundamental. Fazer prevenção bem exige tecnologias viáveis e efetivas. Que devem ser testadas, ensinadas, avaliadas e monitoradas. Não bastam a boa vontade dos profissionais nem treinamentos simples.
Em qualquer caso entretanto é preciso lembrar que, mesmo quando qualificada adequadamente, a atençao primária tem vocação institucional e amplitudes bastante específicas. Estas especificidades impedem, ao menso a médio prazo, que este nível de atençao se responsabilize por todas as tarefas da prevençao nos serviços de saúde. Outros mecanismos como as diversas formas institucionais de centros de testagem e clínicas especializadas em DST permanecem sendo necessárias. A alocação destes serviços deve, evidentemente, ser tarefa descentralizada, com base em normas e recomendaçoes centrais, é claro, mas respeitando as realidades locais.
Em suma, é preciso investir na AP , lembrando porém que ela não é uma panacéias, como as vezes aparece em certos discursos prescritivos aqui no Brasil.

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MARIA INES B NEMES
DEPARTAMENTO DE MEDICINA PREVENTIVA
FACULDADE DE MEDICINA-USP

Estruturação da Rede Básica para Efetividade na Prevenção

Prezada Inês ... E outros que gostariam de entrar na roda do debate,

Achei interessante o que você postou chamando atenção para a contribuição que a APS pode dar nesse processo de descentralização das ações de prevenção às DST/Aids através da capilaridade das equipes do saúde da família na comunidade. Acredito que também há que se discutir sobre que investimentos têm sido feito na APS para dar resposta a tantas demandas que têm sido colocadas para as equipes do saúde da família (principal estratégia de APS no país na atualidade) que lidam com uma grande diversidade e profunda complexidade de questões no seu cotidiano de trabalho.
No entanto, gostaria de aprofundar mais o debate sobre o que você chama de "amplitude específica" da APS e que tal especificidade impede que a APS se responsabilize "por todas as tarefas da prevençao nos serviços de saúde". Embora haja concordância em relação ao fato de que tem sido atribuido um grande volume de trabalho nas mais diversas áreas, seria importante discutirmos sobre isso para que caminhemos para "um equilíbrio" e compartilhamento de responsabilidades na rede de serviços de saúde (cta, ambulatórios de dst/aids, unidades básicas de saúde...) neste momento em que temos conseguido minimamente envolver a APS nas ações de prevenção, diagnóstico e tratamento das DST/Aids - garantindo integralidade nas ações de atenção primária - para corresponder ao papel de ordenadora do cuidado no território.
Abraço.

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Riksberg Cabral
Gerência Programa DST/Aids - Maracanaú/CE

Questão do Moderador: Prevenção no Território

Como nos traz Riksberg há um papel fundamental de ordenação das ações em saúde no territorio a ser cumprido pela rede de Atenção Básica. Sendo assim, considera-se que a atuação baseada no conhecimento do território pode ajudar a identificar grupos ou locais de maior vulnerabilidade em cada comunidade, para definição de prioridades e desenvolvimento de ações de prevenção localmente adaptadas. Este planejamento é realizado? Que atividades educativas são realizadas fora do espaço da Atenção Básica? E dentro do espaço existem e se existem, quais são as ações (grupos, oficinas..)? Vamos descrever e comentar um pouco mais nossas experiências?

Experiência Exitosa na Integração Rede Básica e CTA/SAE

Neste contexto de discussão na qual se pretende indentificar as contribuições da rede básica de saúde na prevenção das DST/Aids de forma ampliada, gostaria de colocar brevemente resultados animadores que temos observado neste movimento de descentralização das ações de prevenção, diagnóstico e tratamento das DST/HIV/Aids para as Unidades Básicas de Saúde da Família (UABSF) do município onde trabalho. Quando assuminos a Coordenação do Programa de DST/Aids do município no ano de 2005 tínhamos um CTA instalado e atendendo "toda" a demanda de diagnóstico/tratamento das DST e testagem sorológica para o HIV centralizando o serviço de coleta e aconselhamento em HIV/Aids... E, neste contexto, porque não dizer de centralização das ações de prevenção!
Nosso grande desafio foi compartilhar a responsabilidade da prevenção, diagnóstico e tratamento com toda a rede de serviços de saúde (da rede básica aos centros mais específicos, como o CTA e hoje SAE) do município. Para tanto, investiu-se (e investe-se) num processo de capacitação contínua das equipes do Saúde da Família (com cobertura de 94% da população) não estando limitada a momentos teóricos sobre manejo da casos clínicos mas, sobretudo, de discussões com os profissionais sobre as competências da rede básica de saúde na atenção integral à saúde da comunidade adscrita. Este empoderamento dos serviços foi compreendido pelos mesmos como importante porque os profissionais têm conhecimento de áreas e populações em situação de vulnerabilidade mas eram poucos orientados sobre o que fazer, com que rede eles poderiam contar (e aí o CTA, ambulatório de DST... entram como mais um serviço na rede e não assumem o papel central e único de fazer prevenção, diagnpsotico e tratamento.
Tem sido gratificante observar que as equipes têm compreendido e tomado, também para si, esta responsabilidade com a saúde sexual e reprodutiva das pessoas que atendem. Claro que há muito ainda para se fazer e que este trabalho deve ser contínuo, mas o fato é que todas as UBASF fazem diagnóstico sindrômico das DST, tratam seus pacientes no próprio serviço, realizam aconselhamento e fazem coleta para sorologia, desenvolvem ações de prevenção às DST/Aids de modo transversal em todos os programas estratégicos implementados - Hipertensão, Diabetes, Planejamento Familiar, Prevenção do Câncer de Cólo do Útero, Adolescentes, Puericultura... Enfim, começa-se a pensar todo seus usuários como pessoas vulnerávies à infecção pelo HIV, desmistificando, de fato, a idéia de "grupos de risco". Hoje, o principal serviço de saúde da rede que faz diagnóstco da infecção pelo HIV são as UBASF e não são pacientes necessariamente com Aids, são gestantes, pacientes em tratamento para DST, sinais e sintomas compatíveis com baixa imunidade. Passamos do quantitativo de pouco mais de 1000 exames anti-HIV/ano para 4000 exames/ano, triplicamos a oferta do preservativo no município estando disponível como método associado aos demais contraceptivos...
Assim, os serviços "especializados" (CTA, SAE...) têm papel importante na rede de prevenção, mas não deve ser o único ou principal serviço. Neste contexto, acredito que há que se repensar os CTA e outros ambulatórios "especializados" de modo a fortalecer o trabalho numa rede integrada de serviços e não ações isoladas e centralizadoras.

Olá, Riksberg, parabéns pelo

Olá, Riksberg, parabéns pelo trabalho realizado. Sua experiência tem muito a contribuir, auxiliando aqueles que desejam descentralizar as ações de prevenção e ainda tem dúvidas sobre o potencial da atenção básica.

Rede de Serviços e Comunidade

Olá Pessoal! Parabéns Riksberg pelo trabalho de "costura" que realiza, e que se mostra tão necessário e com resultados tão importantes. A idéia da "responsabilidade frente a saúde sexual e reprodutiva das pessoas que atendem" que os profissionais desenvolvem nesta ação integrada remete a importãncia da participação e articulação entre os serviços e a comunidade. Neste sentido, é possível articular o trabalho das unidades de saúde com outras ações de prevenção que são realizadas por organizações comunitárias e/ou pessoas residentes nas comunidades? O que é necessário? Como é feito? Porque não é feito, quais são os entraves? Vamos comentar experiências de articulação com a comunidade?

Atenção Primária e DST

Os limites do trabalho da atenção primária devem ser bem estabelecidos e deve existir uma rede de referencia que possa dar suporte aos profissionais. Não se pode querer que na AP se resolva todos os problemas de saude. Os profissionais se sentem sobrecarregados e muitas vezes impotentes diante do volume de problemas nesse nivel de assistencia e muitas vezes sem um suporte da rede de referencia, que tambem ja esta estrangulada.

Atenção Primaria

Precisamos discutir o papel da atenção primaria no efetivo controle da sífilis congenita. Temos a assistência pré-natal já bastante sedimentada nesse nivel de assistencia, porém péssimos indicadores de qualidade. Vamos discutir um pouco sobre algumas medidas que poderiam ser adotadas para melhorar a qualidade da assistencia pré-natal? É que na minha opiniao esse é um dos maiores motivos para esses pessimos indicadores de sifilis congenita.
Alix

Atenção Básica na eliminação da síflis congênita

Olá Alix,
Achei interessante sua questão sobre a sífilis e gostaria de falar um pouquinho sobre a experiência do Programa Estadual de DST/Aids de São Paulo que elaborou um plano de eliminação da sífilis congênita até 2012, onde existem estratégias conjuntas entre a Atenção Básica dos municípios do Estado e os programas Municipais de DST/Aids. O que observamos nesta estratégia é que existem dificuldades de várias ordens, porém a discusão sobre a organização do processo de trabalho nas unidades básicas é essencial para a prevenção e assistência às DST/Aids. Pudemos observar também que os profissionais da Atenção Básica são comprometidos e têm interesse em transformar a prática quando necessário, para dar melhores respostas. Isso nos leva a refletir sobre os investimentos que devem ser feitos nesta área. Estamos num momento em que é imprescindível a integração entre a Atenção Básica e DST/Aids para enfrentar a epidemia de aids e outras DST.

Atenção básica e DST/?Aids

Olá pessoal! A integração entre serviços de atenção básica e DST/Aids parecem fundamentais como comenta Ivone e outros participantes. Muitos participantes falam da necessidade de investimentos para que estas ações não sejam frutos de ações individuais dos profissionais e sim parte de uma orientação do sistema. E então: quais seriam os investimentos necessários? O que poderia ser feito para aproximar cada vez mais estas ações? Como contribuir para que os processo de trabalho sejam aprimorados?

SEU COMENTÁRIO NA SALA DST

Alix, esse seu comentário tb caberia perfeitamente na sala DST - Como encarar esse problema? Percebo que tens muito a contribuir.

AB e sífilis congênita

Alix, eu concordo com vc em relação aos indicadores da assistência e a qualidade do PN, infelizmente hoje em dia no PN os indicadores em grande parte são referencias a número de consultas, número de exames realizados, esquema vacinal, que são de extrama importância, porém não dão conta do todo, o sistema de vigilância em DST ainda é muito precário, precisamos investir mais na notificação do agravo e consequentemente ter na ponta profissionais qualificados, o acolhimento da gestante em uma ESF deve ter um projeto terapêutico que garanta a integralidade das ações, a rede, precisa existir bem estruturada para acompanhar a linha da produção do cuidado, a convocação do parceiro precisa ser melhor discutida, qual a melhor estratégia??

Uma boa forma também de

Uma boa forma também de previnir, são por meio de propagandas, através da televisão que é um meio de acesso a todos e também através dos baners ou outdoor que é uma forma de contato para todos, despertando o interesse e importância da prevenção.

Atenção Básica

Acredito plenamente que é possível envolver a atenção básica nas ações de prevenção das DST/HIV/Aids, mas ainda me preocupa ver que temos ações factíveis de serem solucionadas na atenção básica, como é o caso da sífilis congenita e que ainda vivenciamos tantos casos. Precisamos discutir o papel da atenção primária no controle das outras DST que nao o HIV, especialmente o problema da sífilis na gestação, considerando que a atenção pré-natal é uma atividade bem sedimentada nesse nivel de assistencia. Como melhorar a qualidade da assistencia pré-natal para garantir que haja efetivamente o controle da sifilis congenita?

Atenção Básica e Prevenção.

A atenção básica por si só é a estratégia para levar a prevenção a toda a população, é claro que sem dúvida muito ainda precisa ser feito para que essas ações sejam mais efetivas e resolutivas, as unidades básicas de saúde estão mais perto da população do que qualquer outro setor da saúde, mas seria necessário um grande investimento para que pudessem cumprir com esse papel de levar prevenção a população, os profissionais estão sempre sobrecarregados, não há investimento na formação e instrumentalização deles, acaba existindo uma cultura dominante que questões de HIV/AIDS e DSTs só podem ser resolvidas pelos SAE ou CTAs, o que também acaba sobrecarregando aqueles serviços, se pensarmos que as UBS são o primeiro ponto de atendimento do cidadão, lá sem dúvida deveria existir um trabalho mais amplo sobre as DST/AIDS, os PSFs poderiam ajudar nisso, mas as equipes que trabalham ainda são poucas para a demanda, nem digo que precisariamos de muito mais investimento, talvez o que precisemos é de uma gestão que invista o dinheiro de uma maneira melhor.

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Paulo Cesar do Nascimento

Gestão Integrada na AB

Olá pessoal, ao que tudo indica evidencia-se a importância de uma gestão integrada das ações na AB, em que a prevenção e atenção as DST/Aids possam estar contempladas. Este é um tema que merece aprofundamento.
Uma das questões colocadas pelos participantes é: Como melhorar a qualidade da assistencia pré-natal para garantir que haja efetivamente o controle da sifilis congênita? E poderíamos estender para prevenção das DST/Aids de forma ampliada? Como realizar ações mais conjuntas no próprio setor saúde e garantir outras parcerias? Esta é uma discussão que também se contecta com a sala sobre as DST! Participe!

Qualidade das ações oferecidas no pré-natal

Olá,
Realmente para eliminarmos a sífilis congênita é preciso a melhoria da qualidade das ações realizadas no pré natal, exames para sífilis realizados segundo o padronizado no 1º e 3º trimestres de gestação, tratamento para a sífilis quando necessário, realizado na própria unidade, tratamento do(s) parceiro(s). No Estado de São Paulo este é um dos nossos desafios para eliminarmos a sífilis congênita, conseguir tratar os parceiros das mulheres com sífilis. Uma das ações que estamos realizando junto a alguns municípios do estado é o pré-natal do homem, visando um espaço para que o mesmo possa realizar as sorologias para sífilis e HIV durante o pré-natal da mulher.

Atenção Básica

Boa Tarde

Sou Jacirene, Assistente Social. Iniciei minhas atividades como assistente social 1994 no PSF Vila Mel, municipio de Jucás Ceará. A idéia que tinhamos era que uma equipe multiprofissional incentivasse a comunidade a ter cuidado com seu corpo e com o ambiente onde vivia, e nosso foco foi a desnutrição infantil, depois de 3 anos, quando saimos do município o resultado alcançado foi: redução de mais de 475 desnutrifos graves para um total de 3 desnutridos. Para isso lançamos de várias estratégias, como os profissionais é que estão próximos da comunidade nada melhor que esta equipe para pensar junto com a população os meios de atingir os objetivos, e nesse contexto inclui não somete os profissionais de saúde, mas de educação, assistência social, ONG etc. ( ainda tenho uma foto da nossa equipe participando de uma novena, era o momento que encontravamos todas s mães e aproveitava para passar nossa mensagem ).

Jacirene Franco - Iguatu-Ce

Desnutrição

Jacirene, também gostaria muito de melhor conhecer a sua experiência... Estive por 2 anos na África - Guiné Conacri... Pensei que fosse trabalhar com AIDS pediátrica... Qual não foi a minha surpresa ao me deparar com um número absurdo de crianças desnutridas: 50% das crianças eram desnutridas moderadas ou severas ao passo que apenas 5% eram contaminadas com o HIV... Era essa a prioridade: desnutrição! Tive que mudar completamente o curso da minha intervenção! Mas senti-me mal formada para essa atuação! Você podeia me contatar no mail: monicamarrua@yahoo.com. Muitíssimo obrigada! Será de grande ajuda a sua experiência!
Com carinho,
Mônica

Desnutrição infantil

Olá Mônica

Entrarei em contato com vc por email, só hoje estou acessado novamente. Será um prazer compartilhar experiências. Trabalhei nesta área com Dr. Carlile Lavor ( médico sanitarista) e Miria ( assistente social) - na época prefeito da cidade de Jucás, por isso a decisão política foi fundamental, além da experiência profissional que eles teem, pois implantaram o Programa Agente de Saúde no Estado do Ceará, o que foi referência para o Ministério da saúde e atualmente implantaram em Angola. Poderemos conversar mais, passarei um email para vc.
Abraço,
Jacirene

Atençao Basica

JACIRENE, gostaria de trocar umas ideias com voce sobre o assunto de desnutriçao. Se voce nao se importar, me passe um e-mail. Grata. Meu e-mail elma_377@yahoo.com.br.

Desnutrição

Boa tarde

Elza

Entrarei em contato com vc. Fiquei sem acessar estes dias. O que for possivel contribuir pode contar comigo.
Abraço,
Jacirene

Todo artista tem de ir aonde o povo está...

Talvez o movimento de ir ao encontro das pessoas em seus locais de socialização seja necessário para que o Centro de Saúde se integre a esse circuito onde a cultura local se desenvolve.

Não se pode esperar, no entanto, que os profissionais atuem apenas "por conta própria", na base do voluntariado, por "amor à camisa" e à causa. O gestor precisa reconhecer essa necessidade e disponibilizar os recursos e as condições para que as ações "externas" aconteçam de forma consistente e planejada.

Todo artista tem de ir aonde o povo está...

E então pessoal, vamos retomar esta idéia proposta no início do nosso debate por MCris!? Até que ponto as unidades de saúde e os profissionais vão ao encontro da população? Se integram aos seus universos culturais, seus pontos de encontro? Dialogam com os movimentos comunitários, as associações, as igrejas locais enfim, se aproximam da comunidade? Comentem suas experiências?!

Planejamento e gestão

Gostaria de reforçar o que foi colocado por MCristina sobre a questão de profissionais atuarem "por conta própria". Nenhum Programa, nenhuma ação de prevenção se sustenta por muito tempo se não estiver devidamente planejada e com a concordância do gestor e dos coordenadores das diversas áreas. Pactuação de responsabilidades é a questão a ser considerada, uma vez que usuário SUS é o mesmo em todos os programas de saúde e de outras secretarias, que podem também ser braços que fazem com que a prevenção se amplie.

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Elisa Amorim

gestao

A questao de planejamento nos campos de saude deve ser reforçada inumero sprogramas bons nao vao para frente pois nao existe uma boa gestao que esteja formada por varias are e bem fundadentada para quais regios e grupos socias q devem atendender, portanto necessita-se de bons gestores para q os programas possam seguir em frente.

pois é! concordo com você

pois é! concordo com você MCristina! Aqui em Sumaré o Programa Muncipal está investindo em capacitação dos profissionais da rede básica iniciando com àqueles que se interessam e se disponibilizam a atender essa demanda! assim, estamos aos poucos incutindo a leitura da prevenção no município! Só em "varredura" de ações descentrelizadas, de janeiro prá cá, realizamos + - 15 diagnósticos precoces!

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Carol Freire - psicóloga PM-DST/AIDS -Sumaré-SP

Prevenção e profissionais de saúde

Olá pessoal, estamos muito felizes por contar com participantes dos programas municipais do Brasil afora e muitos outros participantes. É uma grande oportunidade de trocarmos experiências, refletir e comentar sobre outras iniciativas e ao mesmo tempo compartilhar cada uma. Muitas recomendações para a atuação da AB frente a epidemia de Aids e as DST têm sido feitas neste debate e é importante que sejam cada vez mais registradas neste fórum!
Vamos conversar um pouco mais sobre o envolvimento dos próprios profissionais de saúde e a prevenção ao HIV/Aids? Como é a vinculação dos profissionais de saúde a temática da Aids? Discutem a importância da prevenção na perspectiva individual e familiar? Como se dá a relação profissional – usuário, considerando os grupos específicos? O que vocês acham?

Prevenção das DST/AIDS na APS

Como colocado em postagens anteriores, é indiscutível a participação da APS na prevenção das DST/AIDS.

Para que seja feita qualquer abordagem, é fundamental que haja o conhecimento teórico, a fim de que o profissional de saúde se sinta apto a discorrer sobre o tema, através de palestras e campanhas, possibilitando o esclarecimento da população sobre o que são e quais as consequências das DST/AIDS, bem como colocar-se aberto a essas pessoas a fim de elucidar eventuais questionamentos que de certo surgirão. Importante destacar que essas abordagens devem ser realizadas sistematicamente, mediante adequado planejamento, e buscando abranger o máximo possível da comunidade.

Não obstante, é mister que os métodos preventivos estejam disponíveis e sejam fornecidos da maneira menos burocratizada possível e por pessoas devidamente capacitadas, possibilitando a adesão da população a tais medidas.

Desse modo, é essencial que haja o desenvolvimento/aprimoramento da capacitação aos profissionais da atenção básica, a fim de que esses se sintam aptos a fazerem abordagens sobre as DST/AIDS.

Nesse sentido, inclusive, tem-se as abordagens sindrômicas - conceito instituído em 1991 pela OMS - cuja aplicação parece ser bastante racional para países ou regiões com poucos recursos e laboratórios devidamente equipados e/ou em quantidade suficiente para atender à demanda. Com uma identificação mais precoce e consequentemente início do tratamento mais rapidamente, tem-se um melhor prognóstico para os pacientes com DST/AIDS, além do fato de que, indiretamente, está sendo realizada uma medida preventiva, haja vista que está se reduzindo o número de pessoas acometidas por tais condições, que apresentam elevada transmissibilidade.

Paralelamente é importante que seja realizado um planejamento adequado da população (identificação de grupos de risco, elaboração de estratégias individuais para abordagem desses grupos) a fim de que as medidas preventivas abranjam o maior número de pessoas da comunidade.

Acredito que caminhando nesse sentido, seria possível a obtenção de resultados mais animadores, no sentido de prevenir e até identificar mais precocemente indivíduos portadores de agravos dessa natureza.

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DIOGO C. Q. SOARES
Acadêmico de Medicina
Escola Pernambucana de Medicina

prezado moderador, aqui em

prezado moderador, aqui em Sumaré-SP estamos trabalhando com a rede básica na linha da conscientização não só individual, mas buscando reduzir a vulnerabilidade social e institucional a partir de ações do SPE. Algumas unidades que fizeram parte do piloto do SPE + outras unidades que também foram capacitadas para asaúde sexual e reprodutiva de adolescentes estão iniciando as ações articuladas (escola + UBS + família) para olhar para o campo da sexualidade como um todo! está sendo muito interessante!! porque, apesar de termos iniciado com o foco no adolescente, estamos chegando às famílias e à comunidade! estamos acreditando que esta é uma estratégia positiva para ações de prevenção como um todo! abç, Carol

Vulnerabilidade Programática

Olá pessoal! A Carol nos traz um tema muito importante e nos conta um pouco mais da sua experiência. O conceito de vulnerabilidade que temos utilizado aponta também que há uma vulnerabilidade programática, em que o acesso, a acessibilidade e a qualidade da atenção interferem diretamente na maior ou menor proteção e saúde as pessoas. O que vocês pensam sobre este tema!? Teriam outras experiências para contar!?

atencao basica

ola,acredito muito na importancia da atencao basica na prevencao das dsts,deveria ser de rotina solicitar exames para quem utiliza o servico.

atencao basica

ola,acredito muito na importancia da atencao basica na prevencao das dsts,deveria ser de rotina solicitar exames para quem utiliza o servico.

atencao basica

ola,acredito muito na importancia da atencao basica na prevencao das dsts,deveria ser de rotina solicitar exames para quem utiliza o servico.

atencao basica

ola,acredito muito na importancia da atencao basica na prevencao das dsts,deveria ser de rotina solicitar exames para quem utiliza o servico.

atencao basica

ola,acredito muito na importancia da atencao basica na prevencao das dsts,deveria ser de rotina solicitar exames para quem utiliza o servico.

atencao basica

ola,acredito que a atencao basica e de muita importancia no controle das dsts.porque nao virar rotina na solicitacao de exames principais das dst?

atencao basica

ola pessoal,acredito que a atencao basica e muito importante para prevencao nas dsts.porque nao ser de rotina solicitar os exames ads principais dst,como hepatite b.vdrl,hiv.

Prevenção e profissionais de saúde

O Rumo dessa conversa é muito boa, pois por ser do CTA defendo o envolvimento integral dos profissionais da equipe de saúde com compromisso , pois se isso não ocorrer, em vão será todo o trabalho do PM DST/Aids que jamais conseguirá conduzir as ações de prevenção isoladamente.

Maria Heloisa/ Enfermeira no CTA